29.5.17

Como foi que me perdi?

Está chovendo lá fora, mas não tanto quanto chove aqui dentro. Está tudo confuso e logo para mim, a garota que sempre teve tudo no jeito onde a margem de erro era só uma necessidade das regras de pesquisas e probabilidades.  Eu não sei onde me enfiei e nem onde estou indo, ando sem rumo para lugar nenhum e tento a todo custo tirar a sua voz que ecoa na alma.

Eu não sei como fui chegar aqui, não sei em qual parte eu me deixei levar e nem como foi que seu abraço se tornou o meu lugar preferido no mundo. Eu não sei como dizer adeus e nem como esquecer nossas conversas que durava mais tempo do que eu levo de carro até Ilha bela. 

Hoje pela manhã me olhei no espelho e gritei para o mundo que não ia me derramar quando te visse na aula de anatomia, me convenci de que uma segunda-feira era a oportunidade de recomeçar o que quer que  esse tempo todo causou.  

Não deu certo.
Estou desmoronando aos poucos e quem é que vai impedir? Estou sofrendo sozinha e quem é que vai entender? Preciso de você, aqui, mesmo sem poder. 

Você é aquele cara que encontrei no domingo a tarde correndo pelo calcadão, você é aquele abrigo na tempestade, você é aquele sorriso quando o mundo machuca, você é aquela conversa de segunda, você é aquela coisa que ninguém nunca mais vai enxergar, a reticência, a vírgula, mas nunca o ponto final.

Não sei, meu bem, realmente não sei como me despedir. 
Não sei, meu bem, eu realmente não sei como acalentar esse sentimento que a cada segundo parece mudar de estação.

E eu não sei se eu quero, mesmo querendo. E não, eu não libriana eu sou apenas uma mulher perdidamente apaixonada por alguém que, realmente, honestamente, não vai ser. 


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